Seguro medicinas alternativas

Actualmente já é possível ter um plano de saúde que inclui também as medicinas alternativas.

A Multicare, a seguradora do Grupo Caixa Geral de Depósitos, acaba de lançar um novo seguro de saúde – o Plano Medicinas Integradas – onde para além da medicina tradicional também são abrangidos tratamentos e consultas de medicina não convencional. Entre os tratamentos que se pode usufruir, encontram-se a Acupunctura, homeopatia, osteopatia, quiropratica ou naturopatia. Para beneficiar desta gama de serviços prestados através deste produto da Multicare, poderá ficar por cerca de 15 euros por mês de prémio de seguro.

Este é, na verdade, o primeiro seguro de saúde, a surgir no mercado português, que conjuga as duas vertentes da medicina, em condições acessíveis para a generalidade dos portugueses.

A Victoria também tem um seguro que cobre tratamentos de medicinas alternativas, mas em condições muito distintas. Trata-se do Help Executive. Este sueguro, da Victoria reembolsa quase todas as despesas, sem limite e outras excluídas da maioria dos seguros, como tratamentos termais ou fisioterapia. Contudo, tem um preço que é incomportável para o cliente comum.

Seguro de Estomatologia

Actualmente, não é necessário subscrever uma apólice de seguro de saúde tradicional para poder beneficiar de cobertura para estomatologia. A generalidade das seguradoras disponibiliza também apólices de seguros exclusivamente para estomatologia.

Entre as várias valências médicas, a estomatologia é com certeza uma das mais importantes nas despesas dos portugueses. Como no dentista acabam por ficar uma substancial quota parte das despesas médicas das famílias portuguesas, as companhias de seguros têm vindo a comercializar planos dentários completamente independentes dos tradicionais seguros de saúde. Estas apólices funcionam apenas em regime de rede convencionada. Os preços variam entre os 5 e os 7,5 euros mensais e as apólices têm duração anual.

As pessoas cobertas por este tipo de seguros podem, então, dirigir-se a uma clínica integrante da rede convencionada com a seguradora e beneficiar de cuidados de saúde dentária a preços previamente acordados. No acto de subscrição da apólice, a seguradora fornece ao segurado a tabela de preços convencionada com todas as clínicas integrantes da sua rede. Bastará apresentar o cartão da seguradora na clínica e beneficiar de imediato do desconto convencionado.

O seguro de estomatologia não está sujeito a períodos de carência, podendo ser usado imediatamente após a subscrição, e também não impõe idades limites para permanência na apólice. Algumas seguradoras permitem a inclusão de filhos dos segurados sem qualquer custo acrescido.

A Açoreana, a Real Seguros, a Liberty e a Allianz, são algumas das seguradoras com oferta assinalável neste tipo de seguros.

Mais Medis – revista de saúde

Foi lançada a Mais Médis, uma nova revista com periodicidade trimestral, propriedade da companhia de seguros de saúde Médis, que segundo os seus responsáveis vai de encontro ao compromisso e à atitude que a seguradora de saúde tem vindo a ter perante os seus clientes, colaboradores e accionistas. A anterior publicação da Médis, destinada exclusivamente a Prestadores de Cuidados de Saúde, torna-se agora numa revista mais completa, dirigida a um público mais abrangente.

A nova revista da Médis passará deste modo a apresentar variados temas de interesse geral, mas nunca contraindo o seu objectivo principal que é o de constituir o documento por eleição onde se pode ficar a conhecer a rede de prestadores de cuidados de saúde da Médis.

Portugueses pagam o dobro do que deviam

As despesas de saúde das famílias portuguesas estão muito acima do que deviam estar, pelo menos a julgar pelo valor indicado como referência pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

Em 2008, os pagamentos directos das famílias representavam 29% do total da despesa em saúde, praticamente o dobro do valor que a OMS recomenda: 15% a 20% da despesa total.

A OMS revelou ainda que 100 milhões de pessoas descem abaixo do limiar da pobreza por causa das despesas directas com cuidados de saúde. A organização critica este modelo de pagamento por deixar muitas pessoas sem acesso a cuidados de saúde.

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