Os anos em que o Estado zelava pela saúde dos seus cidadãos já vão longe. Embora os impostos aumentem agora mais do que nunca, os serviços em troca desse dinheiro dado a fundo perdido ao Governo são diminutos e as preocupações desta máquina estatal (que o é, pois desumaniza aqueles por quem deveria olhar) são meramente financeiras.

É devido à nova ordem de prioridades dos políticos e das políticas que existe hoje em dia a necessidade de recorrer a alternativas mais fiáveis de olhar pela nossa saúde, o que em Portugal significa adquirir um plano de saúde a entidades privadas. Quer isto dizer que têm de ser efectuados alguns cálculos extra para saber qual o orçamento disponível e quais as ofertas de mercado que melhor se adequam às necessidades de cada um.

A primeira etapa nesse sentido é analisar cautelosamente as empresas a operarem em território nacional, a sua reputação e serviços que facultam. Todos estes aspectos devem ser tidos em atenção de acordo com o capital que é possível dispensar mensalmente e o que é contratado, ou seja, o custo/benefício da aquisição. Mas para que não inicie essa busca sem ajuda, mencionamos em seguida três conselhos úteis para conseguir o melhor seguro de saúde mediante as suas possibilidades económicas.

1. Defina as prioridades dentro do que precisa ver satisfeito, estudando as propostas ao detalhe antes de seleccionar a que irá adquirir. Aqui deve ter em conta as diversas coberturas colocadas à sua disposição, pois embora haja apólices que aparentemente são bonificadas há inúmeras cláusulas que eliminam a funcionalidade prática daquelas, por excesso ou defeito. Portanto, leia o contrato na íntegra, os pontos e subpontos, não se deixando enganar pelas promoções ou custos baixos com grandes vantagens (na maioria dos casos isto é mera publicidade).

2. Não descarte à partida as coberturas básicas, até porque o normal é que estas lhe sirvam. A ideia do seguro de saúde é complementar os (escassos) serviços que o Serviço Nacional de Saúde (SNS) ainda oferece a parte dos cidadãos e não procurar adquirir um plano de saúde privado intensivo. Assim, procure informar-se bem sobre cada um dos níveis das coberturas apresentadas, nomeadamente as vantagens e desvantagens, mas sempre com uma quantia em mente, caso contrário facilmente se irá desviar do objectivo essencial, custo/benefício.

3. Os valores médios aconselháveis para as apólices nunca devem ser inferiores a 25 mil euros na eventualidade de internamento e convém que incluam também protecção em ambulatório. Enquanto a abrangência em caso de internamento é obrigatória por lei e possui limites (mínimos e máximos) fixados consoante o tipo de seguro, o segundo, respeitante às consultas médicas, pode ter vários escalões, cabendo-lhe a si escolher os mais indicados às suas necessidades e adaptados à sua carteira.

 

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