O último estudo efectuado pela Associação Portuguesa para a Defesa dos Consumidores (DECO) revela que as seguradoras a actuarem em território nacional têm uma qualidade de apólice de saúde “mediana” e somente as inacessíveis monetariamente à maioria dos cidadãos lusos foi considerada como “acima da média”.

Os dados preocupantes foram apurados por uma análise criteriosa a 77 propostas de seguros de saúde actualmente a serem comercializados em Portugal. Do total de casos examinados, apenas as soluções da Victoria e Europamut foram consideradas de “qualidade superior”, embora sejam ou demasiado caras – a primeira, com um custo anual de nove mil euros para um casal com 35 anos e um filho de cinco anos – ou destinadas exclusivamente à pessoa colectiva – a segunda, unicamente dirigida a sindicatos, associações ou empresas.

Contudo, e embora bastante dispendiosas, ambas as apólices supra-referidas vão de encontro ao que a DECO desde sempre tem vindo afirmar que tornará os seguros de saúde justos e de qualidade: não elimina pessoas com doenças preexistentes, não impõe limite máximo de idade e não pode recusar renovação do contrato, excepto quando seja provada fraude efectuada pelo cliente.

Como encontrar a melhor apólice?
Antes de assinar qualquer acordo, aquela entidade recomenda que se faça uma prospecção completa do mercado e se verifique se existe alguma opção que faculte vantagens mais acentuadas em relação às demais. É ainda aconselhável que sejam realizadas diversas simulações, com várias condições distintas, nas seguradoras em actividade, para que se obtenham dados concretos que permitam uma análise detalhada de cada proposta.

Para quem procura uma solução para o agregado familiar, a melhor decisão é enveredar por um plano que cubra os custos mais elevados, tais como o parto, internamentos hospitalares, exames e consultas de especialidade. É essencial que estas despesas estejam asseguradas, devendo-se deixar de lado outras que apenas encarecem o valor anual a pagar e têm um teto máximo de comparticipação bastante mais reduzido, como acontece nos medicamentos, dentista, próteses, óculos, entre outros.