Na sequência do recente artigo em que desenvolvemos o lado positivo de subscrever um seguro de saúde, apresentamos agora a outra face da questão, ou seja, as desvantagens inerentes a este género de produtos.

Aconselhamos, por isso, a leitura do texto acerca dos aspectos negativos para que tenha bem recente na sua memória ambos os prismas do assunto e possa decidir informadamente.

Antes de avançarmos com a exposição dos contras associados à aquisição deste género de apólices frisamos, no entanto, que os pontos seguintes não anulam de forma alguma todos os prós acarretados pela subscrição dos mesmos, pois como foi realçado no artigo que antecipa o presente escrito, garantir apoio na saúde é fundamental para uma vida melhor.
Esclarecidos os aspectos destacados nos dois parágrafos anteriores, essenciais para que tenha a oportunidade de escolher em plena consciência dos factos, passamos a referir cinco desvantagens de um seguro de saúde.

1. O elevado custo das apólices é sem dúvida um dos maiores entraves deste género de produtos e a principal razão pela qual poucos são os portugueses que se podem “dar ao luxo” de os subscreverem. É claro que existem valores muito distintos mas regra geral a cobertura mínima razoável ronda os 25/30 euros, o que está longe de ser acessível para boa parte dos cidadãos nacionais. Já a mensalidade base fica-se pelos 10/15 euros mas abrange serviços extremamente elementares e raramente compensa;

2. As franquias dos seguros de saúde, uma espécie de comissões por usufruto, são outra das grandes desvantagens destes préstimos. Na prática este encargo surge sempre que o tomador daquele activar a apólice e implicará um agravamento no montante a liquidar no mês seguinte. Ou seja, quando paga e não usa a mensalidade permanece igual, no entanto, ao usá-lo tem de pagar mais por isso. Um total contra-senso difícil de justificar;

3. Os períodos de carência também contribuem fortemente para a fraca procura pelos seguros de saúde. Muitas empresas têm os seus contratos blindados nos primeiros meses e não prescindem da recepção de vários pagamentos iniciais antes de permitirem que a apólice se torne passível de ser activada, o que significa a impossibilidade de beneficiar de um serviço que está a ser pago mas na realidade é inútil em caso de necessidade;

4. As limitações impostas através da exclusão de doenças comuns não abrangidas pela esmagadora maioria das apólices nacionais são outra desvantagem que nada abona a favor deste género de produtos. Da mesma forma, a restrita política de responsabilidade que fixa valores máximos de reembolso mediante os serviços usados é causa da falta de popularidade dos seguros de saúde, pois quando se possui um préstimo dispendioso que tem de ser liquidado todos os meses e ainda assim cobre somente parte das despesas que esse mesmo serviço deveria providenciar, a questão do quão vantajoso é naturalmente surgirá em primeiro lugar;

5. Determinadas zonas do país não estão propriamente bem localizadas em relação aos estabelecimentos que compõem a rede de cuidados das seguradoras, o que por vezes obrigará a recorrer a outras entidades. Para estes casos existem as comparticipações fora da rede, embora estas sejam bastante reduzidas, pelo que é fundamental considerar este aspecto na hora de escolher o seguro de saúde a subscrever.

 

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